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Motociclista precisa de curso para exercer atividade remunerada?

2 minutos de leitura

Para exercer atividade remunerada com motocicleta (seja como motoboy/motofretista ou mototaxista), o condutor precisa cumprir requisitos específicos de formação e regularização documental.

Aqui está o detalhamento do que é exigido e a fundamentação legal:

O Curso Especializado #

Não basta ter a categoria “A”. É obrigatório o Curso de Especialização para Motociclistas Profissionais.

  • Carga Horária: Geralmente 30 horas-aula (sendo 20h teóricas, 5h de legislação e 5h de prática).
  • Conteúdo: Aborda pilotagem defensiva, segurança, ética, logística e legislação específica.
  • Atualização: O curso tem validade de 5 anos. Após esse período, é necessário fazer um curso de reciclagem/atualização.
  • Registro: O certificado deve ser averbado no prontuário do condutor e aparecer na CNH (física ou digital).

A Observação “EAR” #

Além do curso, a CNH deve conter a observação EAR (Exerce Atividade Remunerada). Para incluí-la, o condutor deve:

  • Passar por uma nova avaliação psicológica (psicotécnico) em uma clínica credenciada pelo Detran.
  • Pagar as taxas de emissão da nova via do documento.

Base Legal #

A exigência não é apenas uma norma administrativa, mas uma determinação federal:

  • Lei Federal nº 12.009/2009: Regulamenta o exercício das profissões de motofretista e mototaxista.
  • Código de Trânsito Brasileiro (CTB): Especificamente no Artigo 139-A, que estabelece as regras para o transporte de carga e de passageiros.
  • Resolução CONTRAN nº 930/2022: É a norma técnica que detalha exatamente como o curso deve funcionar, sua grade curricular e validade.

Requisitos para fazer o curso #

Para se matricular e trabalhar legalmente, o condutor precisa:

  • Ter pelo menos 21 anos de idade.
  • Estar habilitado na categoria “A” há pelo menos 2 anos.
  • Não estar cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir.

Importante: Rodar profissionalmente sem o curso e sem o EAR na carteira é considerada uma infração de trânsito, sujeita a multa e retenção do veículo, além de poder causar problemas com seguros e aplicativos de entrega em caso de acidentes.

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